sábado, 28 de agosto de 2010

Vídeo absurdo do TSE



REPÚDIO A ESSE VÍDEO!
Desde a primeira vez que assisti a esse vídeo feito pelo TSE para fazer propaganda das eleições e, pretensamente, orientar os eleitores sobre a importância do voto consciente, me revoltei com o uso indevido da imagem de um falso dentista.
Como sempre a mídia, ao invés de promover a boa imagem da minha profissão, denigre, ridiculamente, colocando um dentista transtornado, com feições de louco, querendo aplicar uma injeção, que causaria "amnésia de 4 anos" numa paciente indefesa.
Não bastasse a falta de imaginação do roteiro e o mau gosto das imagens, o TSE ainda contribui, de forma vergonhosa, para alimentar o mito absurdo do "dentista sádico".
Não estamos mais na idade média e faz muito tempo que ir ao dentista não é mais um sofrimento.
Nós, cirurgiões-dentistas, somos profissionais de saúde, e, como tais, merecemos respeito, tanto quanto os médicos, que são verdadeiramente santificados pela mídia.
O CRO-SP (Conselho Regional de Odontologia de São Paulo), hoje, finalmente publicou uma nota de repúdio a esse vídeo, que presta um grande desserviço à população brasileira e aos profissionais dentistas.
Eu também publico aqui no meu blog meu manifesto de repúdio a essa idéia infeliz do TSE.
Por favor, quem visitar meu blog, divulgue esse manifesto de repúdio.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Ditadura da Cor de Rosa

Li um texto muito interessante, da Mirian Goldemberg, hoje no suplemento Equilíbrio, da Folha de São Paulo e quero compartilhar aqui porque tem muito a ver com o que eu penso.
Ele fala sobre a ditadura da cor de rosa, ou seja, hoje todas as meninas tem roupas, brinquedos, mochilas, canetas, cadernos, etc. cor de rosa. Nenhuma outra cor tem espaço.
Já os meninos tem muito mais liberdade, eles usam qualquer cor numa boa, até o rosa.
E essa monocromia tem muito a ver com o padrão que hoje se exige da mulher, aliás, por elas mesmas...
O rosa lembra feminilidade, romantismo, fragilidade, sensibilidade, tudo que, no seu lado negativo, as mulheres de outros tempos fizeram de tudo para afastar do estereótipo da mulher.
E hoje esse estereótipo volta de uma forma muito mais negativa e cruel. As mulheres querem ser submissas, frágeis, bonitas, loiras e burras. "Modelos e atrizes".
Vou colocar aqui o link pra acessar esse texto em outro blog, porque na Folha ninguém consegue entrar.
http://sergyovitro.blogspot.com/2010/08/mirian-goldenberg-princesas-cor-de-rosa.html
Leiam, vocês vão gostar.
E vamos pensar, vamos colocar mais verde, azul, lilás, amarelo, branco e outras cores no mundo das meninas.
Elas podem ser românticas, sensíveis, bonitas, mas também podem ser fortes, inteligentes e independentes!
Vamos começar a cortar esse movimento das "mulheres-fruta", que são só um corpo sem cérebro.
Não precisamos mais queimar nossos sutiãs como nossas antepassadas, mas vamos à luta mulheres, vamos nos valorizar!

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Sexta-feira, 13 de agosto


Geeente! Hoje é sexta-feira, 13 de agosto!

Achei algumas curiosidades sobre essa data e vou compartilhá-las aqui com vocês.

A origem da sexta-feira 13 

A crença de que o dia 13, quando cai em uma sexta-feira, é dia de azar, é a mais popular superstição entre os cristãos. 
Há muitas explicações para isso. A mais forte delas, segundo o Guia dos Curiosos, seria o fato de Jesus Cristo ter sido crucificado em uma sexta-feira e, na sua última ceia, haver 13 pessoas à mesa: ele e os 12 apóstolos.
Mas mais antigo que isso, porém, são as duas versões que provêm de duas lendas da mitologia nórdica. 
Na primeira delas, conta-se que houve um banquete e 12 deuses foram convidados. Loki, espírito do mal e da discórdia, apareceu sem ser chamado e armou uma briga que terminou com a morte de Balder, o favorito dos deuses. Daí veio a crendice de que convidar 13 pessoas para um jantar era desgraça na certa. 
Segundo outra lenda, a deusa do amor e da beleza era Friga (que deu origem à palavra friadagr = sexta-feira). Quando as tribos nórdicas e alemãs se converteram ao cristianismo, a lenda transformou Friga em bruxa. 
Como vingança, ela passou a se reunir todas as sextas com outras 11 bruxas e o demônio. Os 13 ficavam rogando pragas aos humanos.
Em outro site encontrei que a lenda da sexta-feira 13 surgiu na Idade Média, no dia 13 de outubro de 1307. Nesse dia, a Ordem dos Templários (do cristianismo) foi declarada ilegal e acusada de heresia pelo rei Filipe IV da França e os membros foram presos, torturados e executados.

O número 13
A crença na má sorte do número 13 parece ter tido sua origem na Sagrada Escritura. Esse testemunho, porém, é tão arbitrariamente entendido que o mesmo algarismo, em vastas regiões do planeta - até em países cristãos - é estimado como símbolo de boa sorte. 
O argumento dos otimistas se baseia no fato de que o 13 é um número afim ao 4 (1 + 3 = 4), sendo este símbolo de próspera sorte. 
Assim, na Índia, o 13 é um número religioso muito apreciado; os pagodes hindus apresentam normalmente 13 estátuas de Buda. Na China, não raro os dísticos místicos dos templos são encabeçados pelo número 13. 
Também os mexicanos primitivos consideravam o número 13 como algo santo; adoravam, por exemplo, 13 cabras sagradas. 
Reportando-nos agora à civilização cristã, lembramos que nos Estados Unidos o número 13 goza de estima, pois 13 eram os Estados que inicialmente constituíam a Federação norte-americana. Além disso, o lema latino da Federação, "E pluribus unum" (de muitos se faz um só), consta de 13 letras; a águia norte-americana está revestida de 13 penas em cada asa.

Quem tem medo da sexta-feira 13? 

Se você teme a sexta-feira, 13, é porque você sofre de uma fobia chamada "paraskavedekatriaphobia", expressão grega que une as palavras "fobia", "sexta-feira" e "treze", ou seja, medo da sexta-feira, 13.

Então, vamos à happy hour da sexta-feira, 13 de agosto pra esquecer a paraskavedekatriaphobia né?

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Neve em Sampa

Não gente, ainda não está nevando em São Paulo, mas está quase....o frio não termina mais...
E hoje de manhã, quando entrei no Twitter, eu pirei na idéia de nevar em São Paulo e fui tuitando as idéias que me vinham na cabeça, imaginando Sampa sob nevasca.
Vejam só: pensem como seria o Minhocão coberto de neve, a Marginal Tietê todinha congestionada, todo mundo buzinando infernalmente, derrapando...
O rio Tietê e o rio Pinheiros congelados, não iam feder mais, e o povo poderia ir de patins ou esquiando para o trabalho, desviando do cocozinhos congelados fazendo protuberãncias na pista.
E o meu bairro então, cheio de pirambeiras como é, seria uma estação de esqui.
Os marronzinhos, de patins de gelo e óculos escuros, andariam por aí multando os trenós que estacionam em local proibido, em fila dupla, os que atravessaram o sinal vermelho porque derraparam na neve...
Nos bares e restaurantes teria valet pra renas e trenós...na Zona Azul as renas todas de cartãozinho pendurado no pescoço, uma graça!
E os esquimós de rua....fariam iglus debaixo do Minhocão e pediriam de esmola, lenha pra fazer fogueira e se esquentar.
Bem ficou legal imaginar, mas só de pensar na idéia eu congelo.
Não, espero que nunca neve em Sampa!!!

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Ser aceito

(Artur da Távola)
Ser aceito não é receber a concordância.
É receber até a discordância, mas dentro de um princípio indefinível e fluídico de acolhimento prévio e gratuito do que se é como pessoa.
Ser aceito é realizar a plenitude do sentido do verbo latino "accipio": - receber, tomar para si, acolher, perceber, ouvir, compreender, interpretar, sofrer, experimentar, aceitar... 
Ser aceito é ser percebido antes mesmo de ser entendido.
E ser acolhido antes mesmo de ser querido.
E ser recebido antes mesmo de ser ouvido.
É ser compreendido antes mesmo de ser conhecido.
É, pois, um estado de compreensão prévia, que abre caminho para uma posterior concordância ou discordância, sem perda do respeito fundamental por nossa maneira de ser. 
Quer fazer alguém feliz? Aceite-a.
E depois discorde à vontade. 
Ser aceito implica mecanismos mais sutis e de longo alcance do que apenas os racionais.
Implica intuição, compreensão milagrosa, conhecimento efetivo e afetivo do universo interior, cuidado com as cicatrizes e nervos expostos.
Ser aceito revela, renova e faz crescer a nossa melhor dimensão.
Ser aceito é rememorar um momento de medo que foi aplacado, um olhar de amor e carência que encontrou resposta e afago, uma perda de si mesmo atendida no instante em que se deu, um exercício de bondade que não encontrou reprimida, julgamento, cobrança, medo, desconfiança ou agressão. 
Ser aceito é não ser preciso explicar.
É não ser preciso definir.
É não ser preciso ter para dar.
É não ser preciso agradar.
É não ser preciso embelezar, dourar a pílula, contabilizar o afeto ou ficar bem com os outros. 
Ser aceito é o milagroso mistério do afeto dos que não cobram retorno ou gratidão.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

A vida é como jogar uma bola na parede

A vida é como jogar uma bola na parede:
Se for jogada uma bola azul,
ela voltará azul;
Se for jogada uma bola verde,
ela voltará verde;
Se a bola for jogada fraca,
ela voltará fraca;
Se a bola for jogada com força,
ela voltará com força.
Por isso, nunca "jogue uma bola na vida"
de forma que você não esteja pronto a recebê-la.
A vida não dá nem empresta;
não se comove nem se apieda.
Tudo quanto ela faz é retribuir e transferir
aquilo que nós lhe oferecemos."
(Autor anônimo)